Presidente do Grupo AEROMOT Corporate conduz plenária sobre indústria de defesa e segurança

O presidente do Grupo AEROMOT Corporate e vice-coordenador do Comitê da Indústria de Defesa e Segurança (COMDEFESA), da FIERGS, Guilherme Cunha, conduziu, nesta quarta-feira (24), a Reunião Plenária promovida pelo Sistema FIERGS, por meio do COMDEFESA, em conjunto com a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE). O encontro foi realizado na sede da AEL Sistemas e reuniu líderes empresariais do setor, autoridades das Forças Armadas e representantes institucionais.

A plenária também foi conduzida pelo deputado estadual Gustavo Victorino, presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Indústria da Defesa e Segurança, e pelo diretor-executivo da ABIMDE, tenente-brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso. Na oportunidade, foram discutidos temas estratégicos para o fortalecimento da indústria de defesa e segurança no Brasil, como a ampliação da participação de fornecedores nacionais em contratos públicos, o aumento das compras de soluções desenvolvidas por empresas gaúchas, a previsibilidade orçamentária para o setor e os desafios relacionados ao Termo de Licitação Especial.

Durante o encontro, Guilherme destacou a capacidade tecnológica e produtiva do Rio Grande do Sul no segmento de defesa e segurança. O estado conta com mais de 50 mil indústrias e ocupa posição de destaque no setor, com uma base produtiva diversa, formada por empresas que desenvolvem aeronaves, microssatélites, sistemas eletrônicos, aviônicos e outros produtos e equipamentos estratégicos.

“Temos uma diversidade de equipamentos semelhante à de São Paulo. Produzimos aeronaves, microssatélites, sistemas eletrônicos e aviônicos, entre outros produtos”, afirmou Guilherme. Segundo ele, fortalecer a participação das empresas gaúchas na cadeia de defesa é essencial para ampliar a competitividade do setor e gerar novas oportunidades para a indústria local.

O cenário geopolítico internacional também esteve entre os pontos abordados na plenária. Para Guilherme, o atual contexto reforça a importância de uma base industrial de defesa estruturada, capaz de contribuir para a soberania nacional, a autonomia tecnológica e o desenvolvimento do País.

“Precisamos garantir soberania e autonomia tecnológica. Além disso, a indústria de defesa impulsiona o desenvolvimento. Muitas das tecnologias criadas para aplicações militares acabam sendo incorporadas ao uso civil e beneficiam toda a sociedade”, destacou.

Outro ponto discutido foi a necessidade de ampliar a participação de pequenas e médias empresas na cadeia produtiva da defesa e segurança. Guilherme defendeu processos mais transparentes e acessíveis, além do fortalecimento de instrumentos que estimulem a adesão de empresas nacionais às oportunidades do setor.

A plenária também abordou a importância das Empresas Estratégicas de Defesa (EED) e das Empresas de Defesa (ED), além da necessidade de ampliar o conhecimento sobre mecanismos como o Termo de Licitação Especial. Segundo os participantes, a falta de informação e a morosidade dos processos ainda dificultam a aplicação do instrumento por órgãos públicos, reduzindo o interesse das empresas em aderir ao mecanismo.

A participação de Guilherme reforça a presença do Grupo AEROMOT Corporate em discussões estratégicas para o desenvolvimento da indústria de defesa e segurança no Brasil, especialmente no fortalecimento da cadeia produtiva gaúcha e na valorização de soluções nacionais com alto valor tecnológico.